A confirmação de um caso de verme-da-bicheira-do-novo-mundo nos Estados Unidos colocou a pecuária em alerta em um momento de oferta restrita e preços elevados da carne bovina. A ocorrência, a primeira em quase uma década no país, surge quando o rebanho americano está no menor nível em 75 anos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informou que o parasita foi detectado em um bezerro de três semanas no condado de Zavala, no sul do Texas. As larvas estavam na região do umbigo. A doença é causada pela mosca Cochliomyia hominivorax e é considerada uma das mais prejudiciais à pecuária, por poder matar bovinos em poucos dias.
Segundo o USDA, este é o único caso monitorado até agora. A agência adotou quarentenas, controle de movimentação de animais e vigilância em um raio de 20 quilômetros do foco. Também acelerou a liberação de moscas estéreis para impedir a reprodução do parasita.
A detecção ocorre em fase sensível para frigoríficos e produtores. A escassez de animais já vinha elevando custos e pressionando margens, enquanto os preços ao consumidor atingiam recordes. A situação foi agravada pelo avanço da praga no México, que levou os Estados Unidos a suspenderem importações de gado vivo mexicano.
O mercado reagiu aos relatos sobre o caso. As ações da Tyson Foods recuaram 4,2%, e os papéis da JBS NV fecharam no menor valor desde o início de suas negociações nos Estados Unidos. Já empresas de tratamentos veterinários tiveram valorização.
A Federação de Exportação de Carne dos EUA informou que não espera interrupções nas vendas externas. O último registro da praga no país ocorreu em 2016, entre cervos nas ilhas Florida Keys, e foi erradicado no início de 2017.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/