Atraso na colheita sustenta alta do milho futuro

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Agrolink – Leonardo Gottems

O mercado de milho encerrou a terça-feira com valorização nos contratos futuros, sustentado pelo atraso da colheita, pela demanda aquecida e pelo avanço das referências externas. Segundo a TF Agroeconômica, a alta de Chicago e do dólar levou todas as cotações da B3 para acima de R$ 70,00 por saca, enquanto o contrato de março de 2027 se aproximou de R$ 80,00.

O suporte também veio do ritmo mais lento da colheita da safrinha e das projeções positivas para as exportações de julho. A Conab informou avanço dos trabalhos para 58,3% da área no país, ante 66,1% no mesmo período do ano passado. Já a Anec estimou embarques de 3,3 milhões de toneladas no mês, alta de 36% em relação a julho de 2025.

Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 70,29, com ganho diário de R$ 1,08. Novembro terminou em R$ 75,36, alta de R$ 2,00, e janeiro de 2027 encerrou a R$ 77,82, avanço de R$ 1,52.

No mercado físico, a liquidez permaneceu reduzida no Sul. No Rio Grande do Sul, as indicações variaram de R$ 57,00 a R$ 65,00, com média estadual de R$ 59,04. Em Santa Catarina, vendedores mantiveram referências próximas de R$ 60,00, enquanto compradores atuaram ao redor de R$ 55,00. No Paraná, a demanda também ficou perto de R$ 55,00 CIF, diante de ofertas próximas de R$ 60,00.

A colheita paranaense alcançou 29% da área, favorecida pela redução das chuvas, mas ainda em ritmo abaixo da média. Em Mato Grosso do Sul, os preços variaram entre R$ 48,00 e R$ 50,05, com negociações pontuais. A colheita chegou a 20% da área, abaixo dos 37% observados em 2025 e da média histórica de 36,4%. A indústria de bioenergia ajudou a absorver parte da oferta e limitou a pressão sobre as cotações.

Fonte:https://www.agrolink.com.br/noticias/atraso-na-colheita-sustenta-alta-do-milho-futuro_517242.html