Escrito por Compre Rural Notícias
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Frigoríficos reduzem o ritmo das compras, escalas continuam curtas e produtores resistem às ofertas menores, mantendo o mercado do boi gordo em compasso de espera enquanto exportações e consumo doméstico seguem no radar.
O mercado físico do boi gordo iniciou a semana em clima de cautela, com poucos negócios fechados e preços praticamente estáveis nas principais praças pecuárias do país. A estratégia adotada por boa parte dos frigoríficos continua sendo a de reduzir o ritmo das compras, enquanto muitos pecuaristas evitam aceitar ofertas abaixo das referências consideradas justas, criando um cenário de baixa liquidez. Apesar do momento de acomodação, o mercado ainda encontra sustentação na oferta relativamente controlada de animais terminados. As escalas de abate permanecem enxutas em diversas regiões, impedindo movimentos mais intensos de queda na arroba, embora fatores como a desaceleração das exportações para a China e a demanda doméstica mais fraca mantenham compradores cautelosos.
Frigoríficos seguem cautelosos nas compras
Segundo análise da Safras & Mercado, o início da semana foi marcado por um fluxo reduzido de negociações. Conforme explica o analista Fernando Henrique Iglesias, diversas indústrias permaneceram afastadas das compras, mesmo diante de escalas de abate ainda consideradas curtas. O especialista destaca que o ritmo das exportações de carne bovina continua dentro do esperado para julho, porém menos intenso do que nos meses anteriores. A redução temporária das compras chinesas diminui a agressividade dos frigoríficos na disputa por animais prontos para abate.
Pecuarista segura a boiada e evita ceder pressão dos frigoríficos nos preços do boi gordo
Na avaliação da Agrifatto, os frigoríficos tentam alongar as escalas oferecendo preços menores, mas encontram resistência por parte dos produtores. Muitos pecuaristas optam por vender apenas parte dos lotes ou adiar negociações na expectativa de preços melhores. Essa postura continua dando sustentação ao mercado, embora a consultoria alerte que essa estratégia tende a perder força ao longo do período seco, quando piora a qualidade das pastagens e aumenta o custo para manter animais terminados, principalmente em confinamento.
Mercado interno ainda preocupa
Outro fator que pesa sobre o mercado é o consumo doméstico de carne bovina. Mesmo após o pagamento dos salários, tradicional período de maior movimentação no varejo, as vendas ficaram abaixo do esperado, segundo levantamento da Agrifatto. Ao mesmo tempo, o esgotamento da cota chinesa de importação reduziu significativamente o ritmo dos embarques brasileiros, elevando a ociosidade de plantas exportadoras. Esse conjunto de fatores contribui para um ambiente de negociações lentas e baixa liquidez no mercado físico.
Cotações seguem praticamente estáveis
Em São Paulo, referência nacional para o mercado do boi gordo, a Scot Consultoria informou que não houve alteração nas cotações no início da semana.
As referências permanecem em:
Boi gordo comum: R$ 330/@
Boi-China: R$ 335/@
Vaca gorda: R$ 307/@
Novilha terminada: R$ 322/@
Já a Agrifatto também mantém o boi comum e o animal padrão-China cotados em R$ 330/@ na praça paulista.
Pelos levantamentos da Safras & Mercado, as médias nacionais ficaram em:
São Paulo: R$ 327,17/@
Goiás: R$ 314,71/@
Mato Grosso: R$ 314,19/@
Mato Grosso do Sul: R$ 324,20/@
Minas Gerais: R$ 309,12/@
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