Na B3, o contrato de julho de 2026 encerrou a R$ 64,74 por saca
Agrolink – Leonardo Gottems
Foto:AgResource
O mercado de milho iniciou a semana com preços sustentados e baixa liquidez, enquanto compradores e vendedores mantêm cautela diante da expectativa de avanço da segunda safra e aumento da oferta. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros negociados na B3 fecharam em alta nesta segunda-feira, apoiados pela valorização de Chicago e do dólar, embora o mercado físico continue concentrado na demanda interna.
Nos primeiros oito dias úteis de julho de 2026, o Brasil embarcou 519,7 mil toneladas de milho, com média diária de 64,9 mil toneladas, volume 38,6% inferior à média registrada em julho de 2025. A menor atratividade dos preços para exportação faz com que produtores priorizem negócios com soja, enquanto compradores aguardam maior oferta do cereal.
Na B3, o contrato de julho de 2026 encerrou a R$ 64,74 por saca, setembro fechou a R$ 67,79 e novembro terminou a R$ 71,14. No Rio Grande do Sul, as cotações variam entre R$ 56 e R$ 64 por saca, com média estadual de R$ 58,88. A liquidez segue reduzida, diante do bom nível de abastecimento dos compradores e da firmeza dos vendedores.
Em Santa Catarina, as indicações permanecem próximas de R$ 65 por saca, enquanto as ofertas de compra giram em torno de R$ 60. No Paraná, a colheita da segunda safra chegou a 10% da área, contra 30% no mesmo período de 2025, com o ritmo limitado pela umidade dos grãos. Em Mato Grosso do Sul, apenas 4% da área havia sido colhida, bem abaixo dos 23% registrados um ano antes.
A lentidão da colheita, a baixa disponibilidade imediata em algumas regiões e o suporte das cotações internacionais ajudam a sustentar os preços. Ao mesmo tempo, compradores mantêm aquisições para reposição imediata e aguardam avanço mais consistente dos trabalhos de campo antes de ampliar os volumes negociados.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/milho-sobe-na-b3-com-apoio-externo-e-dolar_516688.html