Agrolink – Leonardo Gottems
O mercado de milho encerrou a quinta-feira com movimentos distintos entre os contratos futuros e baixa liquidez nas principais praças do Sul e do Centro-Oeste. Segundo a TF Agroeconômica, a atenção dos operadores está voltada à disputa entre a demanda interna e o programa de exportação, enquanto o atraso da colheita ajuda a sustentar os preços da safrinha.
Na B3, os contratos fecharam com pequenas variações. Setembro de 2026 terminou a R$ 69,78, queda de R$ 0,23 no dia e de R$ 0,97 na semana. Novembro de 2026 ficou em R$ 74,64, recuo diário de R$ 0,24 e semanal de R$ 0,11. Janeiro de 2027 fechou a R$ 77,75, baixa de R$ 0,19 no dia e alta de R$ 0,35 na semana.
No Rio Grande do Sul, os negócios seguem pontuais, com indicações entre R$ 58 e R$ 63 por saca. A média estadual caiu 0,17%, para R$ 58,94. A estimativa final da safra 2025/26 aponta 5,98 milhões de toneladas, alta de 13,1% sobre o ciclo anterior, em uma área de 812,5 mil hectares.
Em Santa Catarina, a diferença entre compradores e vendedores limita a liquidez. As ofertas permanecem próximas de R$ 60 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 55. No Paraná, a comercialização também é restrita, e o Deral reduziu a projeção da segunda safra de 17,60 milhões para 17,05 milhões de toneladas, diante do calendário tardio e do atraso provocado pelas chuvas. A colheita alcançava cerca de 40% das áreas.
Em Mato Grosso do Sul, os preços variam de R$ 48 a R$ 50,05 por saca. Apesar do avanço da oferta, a demanda da indústria de bioenergia ajuda a absorver parte do volume disponível e limita uma pressão maior sobre as cotações.